Quem tem medo do risco psicossocial?

A NR-01 já está em vigor, e o diagnóstico de riscos psicossociais tem sido motivo de preocupação para muitos gestores: o maior medo é ter um fator diagnosticado como de alto risco. Gostaríamos de conversar um pouco sobre porque essa não deveria ser uma aflição.

Em primeiro lugar, ao realizar o diagnóstico, a empresa dá um passo importante para proteger seus trabalhadores, já cumpre parte da norma regulamentadora e demonstra que está atenta à necessidade de identificar potenciais fatores de risco.

O segundo ponto é que o momento do diagnóstico também permite um olhar sobre as medidas que a empresa já adota para prevenir riscos. Na avaliação cuidadosa, são considerados diversos fatores – que muitas vezes passam despercebidos – e que muitas empresas já ofertam ao grupo de trabalhadores. Um exemplo é a observação de intervalos na jornada, momentos de escuta como reuniões ou caixas de sugestão, entre muitos outros.

O diagnóstico também permite que pontos de atenção sejam levantados e que correções sejam realizadas. Essas mudanças visam não somente reduzir os riscos psicossociais, mas melhorar o ambiente de trabalho, possibilitando aumentar a produtividade e melhorar o atendimento ao cliente e qualidade de produtos e serviços.

Ou seja, se há um risco psicossocial na sua empresa ele já está lá e já está trazendo prejuízos. Identificá-lo permite que a organização possa agir e estancar essas aberturas que sugam a motivação da equipe, tempo e dinheiro da organização.

Tenho um risco alto em um dos fatores, posso ter passivo trabalhista?

A principal proteção nesse caso é demonstrar ao poder judiciário e aos órgãos de defesa dos trabalhadores que a empresa:

  1. Identificou o risco;
  2. Tomou as medidas previstas na NR-01 como comunicar sobre esse risco;
  3. Tem um plano de ação;
  4. Realizou (e documentou) ações para prevenir que o risco se transforme em prejuízo para a saúde mental.

A maior parte das atividades humanas possui algum nível de risco. O objetivo não é não ter nenhum risco, mas  tomar medidas preventivas ou interventivas para que aquele risco não se transforme em prejuízo concreto à saúde das pessoas. Nesse caso, vale a analogia de ir ao médico para exames preventivos. Muita gente fica preocupada, mas a verdade é que quanto mais cedo algo que porventura esteja presente for diagnosticado, mais rápido, barato, simples e efetivo será o tratamento.

Como você avalia essa situação? Se desejar deixe um comentário para continuarmos essa conversa.

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